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Gestão Fiscal para Supermercados: A Classificação Errada de Produtos Está “Comendo” Sua Margem?

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Sumário:

  1. O “Sócio Oculto” no Seu Estoque
  2. Onde Nasce o Erro (O Perigo do Copia e Cola)
  3. Não é Só Erro Fiscal: É Erro de Custo e DRE Distorcida
  4. O Que é a Tributação Monofásica (Sem Complicação)
  5. Decisão de Dono: Revisar ou Confiar?
  6. Os 3 Setores Onde o Dinheiro Escapa
  7. A Solução: Auditoria e Saneamento
  8. Dinheiro de Volta: A Recuperação de Créditos
  9. FAQ: Perguntas Rápidas sobre Classificação Fiscal
  10. Conclusão: Pare de Pagar o Que Não Deve

Gerenciar um supermercado no Brasil é uma batalha diária. Você luta por centavos na negociação com fornecedores, enfrenta a concorrência do atacarejo vizinho e ainda precisa lidar com quebras e furtos. Sabemos que a margem líquida do setor é apertada — raramente passa dos 3% ou 4%.

Nesse cenário, qualquer vazamento financeiro é fatal. Mas e se eu te dissesse que o maior “ladrão” do seu lucro não é o furto de loja nem a mercadoria vencida?

O buraco é mais embaixo. Ele é silencioso, invisível e mora dentro do seu sistema: são os códigos fiscais errados.

Muitos empresários focam apenas na operação da loja e negligenciam a inteligência tributária. O resultado? Pagam impostos que não deveriam. Basicamente, “doam” parte do lucro para o governo por pura desorganização no cadastro de produtos.

Neste artigo, vamos explicar de forma prática como a classificação fiscal de produtos em supermercados impacta o bolso do empresário, distorce sua DRE e como estancar essa sangria imediatamente.

O “Sócio Oculto” na Classificação Fiscal de Produtos em Supermercados

Vamos direto ao exemplo prático. Imagine que você vendeu uma Coca-Cola, uma cerveja ou um shampoo. O cliente pagou, o cupom saiu. Tudo certo? Provavelmente não.

Se o cadastro desses itens estiver configurado como “tributado integralmente” no seu sistema, você pagará PIS e COFINS sobre essa venda. O problema é que a indústria (a fábrica da bebida ou do shampoo) já pagou esses impostos por você.

Ao pagar de novo, você está sofrendo bitributação. Você está pagando uma conta que já foi quitada. Multiplique isso por milhares de itens vendidos todos os dias e você verá sua margem ser queimada sem perceber.

Quando falamos em classificação fiscal de produtos em supermercados, estamos falando diretamente de margem, custo e lucro real.

Onde Nasce o Erro (O Perigo do Copia e Cola)

O erro quase nunca é intencional. Ele nasce na correria. O caminhão encosta, a nota fiscal entra e o estoquista precisa liberar a mercadoria para a gôndola rápido.

Na pressa, é comum cadastrar o produto novo copiando o código de um item “parecido” ou aceitar automaticamente a sugestão que veio no XML da nota de entrada.

Aqui mora o perigo: a tributação da indústria (quem te vendeu) é completamente diferente da tributação do varejo (você). A chave de tudo é o NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul). Se o NCM estiver errado, a alíquota do imposto estará errada.

Não é Só Erro Fiscal: É Erro de Custo e DRE Distorcida

Muitos donos de mercado acham que NCM errado é apenas um problema para o contador resolver. Errado. É um problema de custo.

Quando você analisa sua DRE (Demonstração do Resultado do Exercício), você olha para o Lucro Bruto e a Margem Líquida. Mas se a classificação fiscal estiver errada, esses números são mentirosos.

O imposto pago indevidamente sai do seu caixa. Contabilmente, isso infla suas deduções de receita ou despesas tributárias, corroendo o resultado final.

A regra é clara e cruel: “Quando a classificação fiscal está errada, o imposto embutido vai para o CMV ou despesa, reduz a margem e cria a falsa sensação de que o negócio vende bem, mas nunca gera lucro.”

Você trabalha, vende milhões, mas o dinheiro “some” pagando guias de impostos infladas que distorcem sua realidade financeira.

O Que é a Tributação Monofásica (Sem Complicação)

Para entender onde está o dinheiro, você precisa compreender o regime monofásico de PIS/COFINS.

A lógica é simples: para facilitar a fiscalização, o governo cobra o imposto todo de uma vez no início da cadeia (na indústria). A fábrica paga uma alíquota cheia e mais cara. Em compensação, o atacadista e o varejista (seu supermercado) ficam com alíquota zero na revenda.

Quando o produto chega na sua prateleira, a “cancela” fiscal já deveria estar levantada. Mas, se o seu sistema não “avisar” isso (através do cadastro correto), ele vai parar na cabine e pagar o pedágio novamente.

Decisão de Dono: Revisar ou Confiar?

Aqui entra a sua responsabilidade como gestor. Você revisa sua classificação fiscal ou confia cegamente no cadastro do fornecedor?

Acreditar que o XML da nota de entrada vem pronto para o varejo é o erro mais caro que você pode cometer. O fornecedor parametriza a nota para a saída dele (indústria/atacado), não para a sua entrada (varejo).

Se você não tiver uma barreira de auditoria na entrada, você está importando prejuízo para dentro do seu sistema ERP.

Os 3 Setores Onde o Dinheiro Escapa

Segundo dados de consultorias tributárias, os produtos monofásicos representam uma fatia gigantesca do faturamento dos supermercados. Fique atento a estes três grupos:

  1. Bebidas Frias: Cervejas, refrigerantes, águas, isotônicos e energéticos. Pagar 9,25% (alíquota cheia de PIS/COFINS no Lucro Real) sobre esse faturamento enorme é jogar dinheiro no lixo.
  2. Higiene Pessoal e Perfumaria: Shampoos, condicionadores, cremes dentais, desodorantes. Existe legislação específica que garante a alíquota zero para o varejista nestes itens.
  3. Farmácia e Drogarias: Se o seu supermercado vende curativos e analgésicos, atenção redobrada. Quase tudo aqui entra na regra monofásica.

A Solução: Auditoria e Saneamento

Não tente resolver isso manualmente. As regras mudam o tempo todo e acompanhar a legislação de milhares de itens no “olhômetro” é impossível.

A solução profissional passa pelo Saneamento de Cadastro. É um serviço onde cruzamos o seu banco de dados atual com as regras vigentes da Receita Federal usando tecnologia de ponta. O software diagnostica inconsistências e corrige os códigos NCM para garantir que produtos monofásicos saiam com alíquota zero.

Dinheiro de Volta: A Recuperação de Créditos

Aqui está a melhor notícia. A lei permite que você olhe para trás. Se a auditoria identificar que você pagou impostos a mais nos últimos 5 anos (60 meses) por erro de cadastro, você tem direito a pedir esse dinheiro de volta. Isso se chama Recuperação Tributária.

Muitos supermercados descobrem dezenas de milhares de reais “esquecidos” na Receita Federal que podem virar capital de giro imediato.

FAQ: Perguntas Rápidas sobre Classificação Fiscal

  1. Isso vale para o Simples Nacional?

Sim! Empresas do Simples também devem segregar as receitas de produtos monofásicos no PGDAS. Se você não separar, paga PIS/COFINS dentro da guia única sem necessidade.

  1. Com que frequência devo auditar meu cadastro?

O ideal é que a auditoria seja contínua (mensal), pois novos produtos são cadastrados e a legislação muda constantemente. No mínimo, faça uma revisão trimestral.

  1. O fornecedor pode me mandar o NCM correto?

Ele manda o NCM do produto, mas a tributação (CST/CSOSN) depende do seu regime e da sua atividade. A responsabilidade de configurar a sua venda é sua, não dele.

Conclusão: Pare de Pagar o Que Não Deve

O varejo não aceita amadorismo. Tentar operar um supermercado hoje sem inteligência fiscal é carregar água em balde furado. Não importa o quanto você venda, o lucro escoa pelos erros tributários e de custo.

Se você tem a sensação de que sua carga tributária está pesada demais ou desconfia que seu cadastro de produtos virou uma “colcha de retalhos”, o sinal de alerta está ligado.

Você não precisa virar um especialista em leis para resolver isso. Deixe a engenharia fiscal com quem vive isso 24 horas por dia. Se você quer parar de pagar contas que não são suas e descobrir se tem valores a recuperar, nossa equipe pode realizar um diagnóstico fiscal do seu cadastro de produtos para identificar exatamente onde o lucro está escapando.

 

Referências

https://consultcont.com/planejamento-fiscal-supermercados-reduzir-custos/

https://www.cescontab.com/gestao-tributaria-supermercados/

https://vrsoft.com.br/blog/como-garantir-a-conformidade-fiscal-em-supermercados/

 

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