O adiamento da reforma tributária virou assunto nas conversas de todo empresário nesta semana. Afinal, faltam menos de dois meses para a CBS começar a ser cobrada de verdade.
Por isso, muitos donos de supermercados, distribuidoras e lojas de Feira de Santana estão com a mesma dúvida. Vale a pena segurar os ajustes e esperar? A resposta curta é não, e este artigo explica o porquê.
Índice
O que é a proposta de adiamento da reforma tributária
A deputada federal Any Ortiz (PP-RS) está articulando uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição). O texto transfere para 2028 a cobrança definitiva da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do Imposto Seletivo.
Na prática, 2027 viraria mais um ano de testes, com alíquotas reduzidas de IBS e CBS. Ou seja, o modelo atual de 2026 seria repetido por mais doze meses.
Além disso, a proposta não mexe no fim da transição. O ICMS e o ISS continuam saindo de cena até 2033, como já estava previsto.
Quem está pedindo mais tempo
A pressão cresceu rápido. A OABRJ e outras entidades subscreveram uma carta aberta que pede o adiamento da CBS para 2028, no mínimo, com 2027 reservado para testes.
O principal argumento é a insegurança. A carta aponta que a alíquota da CBS ainda não está definida e que a apuração assistida precisa funcionar plenamente. Além disso, o TCU estimou a alíquota de referência em 11,3%, bem acima das projeções iniciais de 8,5% a 9%. Ao mesmo tempo, as empresas têm pouco tempo para adaptar sistemas e documentos fiscais.
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Por que o adiamento da reforma tributária ainda é incerto
Até agora, a PEC não foi votada. As notícias divergem até sobre o protocolo: algumas falam em proposta apresentada, outras dizem que a deputada ainda buscava as 171 assinaturas necessárias.
Depois disso, o caminho é longo. Uma emenda constitucional precisa de dois turnos de votação na Câmara, com 308 votos, e dois turnos no Senado, com 49 votos. Tudo isso antes de 1º de janeiro.
Contudo, o maior obstáculo é político. O Ministério da Fazenda e a Receita Federal seguem trabalhando com o calendário original. Por isso, especialistas consideram o adiamento improvável.
O que mudaria no caixa da sua empresa
Se a PEC for aprovada, a troca do PIS e da Cofins pela CBS também deve ficar para 2028. Isso afeta diretamente quem vende produtos monofásicos ou trabalha com crédito de PIS e Cofins.
Por outro lado, se nada mudar, a CBS entra em vigor em janeiro. Nesse caso, a formação de preço, os créditos e o fluxo de caixa já precisam estar ajustados ao novo imposto.
Ou seja, a sua empresa precisa estar pronta para os dois cenários. Esperar a decisão do Congresso para começar é o caminho mais arriscado.
O que fazer agora, com ou sem adiamento
A preparação não se perde em nenhum cenário. Afinal, a nota fiscal com IBS e CBS e a adaptação dos sistemas continuam obrigatórias. Por isso, recomendamos não pausar estas frentes:
- Revisar o cadastro de produtos: NCM, classificação tributária e produtos monofásicos.
- Conferir se o sistema de emissão de notas já destaca IBS e CBS corretamente.
- Simular preços e margens com a CBS, usando mais de uma alíquota possível.
- Revisar contratos longos com clientes e fornecedores, que podem precisar de cláusula de reajuste.
- Planejar o caixa de janeiro, mês de virada do novo sistema.
No entanto, cada empresa tem uma situação diferente. Na prática, um atacadista no Lucro Real sente a reforma de um jeito; um mercadinho no Simples Nacional, de outro. Qual é o impacto real no seu caso? Portanto, essa resposta depende dos seus números.
Adiamento da reforma tributária: o que vamos acompanhar
A Conta 1 Contabilidade vai monitorar três sinais nas próximas semanas. Primeiro, o protocolo oficial e o número da PEC. Em seguida, a posição formal do governo. Por fim, a eventual inclusão da proposta na pauta de votação.
Assim que houver novidade, atualizaremos nossos clientes. Até lá, o planejamento de 2027 segue valendo.
Conte com a Conta 1 Contabilidade
A Conta 1 Contabilidade atende empresários de Feira de Santana e região nos regimes Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. Com o serviço de Conformidade Tributária, revisamos cadastros, simulamos cenários e preparamos sua empresa para a CBS. Por isso, se você procura contabilidade em Feira de Santana que acompanhe a reforma de perto, estamos prontos para ajudar.
Ligue para nosso escritório, venha nos visitar ou peça uma análise do impacto da reforma na sua empresa.
Fonte
Informações baseadas em reportagens da Gazeta do Povo, Conjur, Times Brasil e UOL (coluna de Jéssica Sant’Ana), publicadas em 4 de novembro de 2026, além de análise do advogado Carlos Navarro sobre a viabilidade do adiamento, e na carta aberta divulgada pela OABRJ em 4 de novembro de 2026.


